"Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra paz aos homens por ele amados!” (Lc 2,14)
PADROEIRA

Santa Teresinha do Menino Jesus, nossa padroeira

Nascida em Alençon, na França, aos 2 de janeiro em 1873, no seio de uma família de grande espiritualidade cristã, firmada na fé católica e na prática Palavra e da oração. Thérèse Martin sentiu-se desde pequena fortemente atraída por Jesus e pelo Carmelo.

Assim, movida pela “determinada determinação” que nos fala Santa Teresa de Jesus, aos 15 anos Teresa obteve o indispensável consentimento do pai Louis Martin, e do tio, Sr. Guérin, seu tutor, para ingressar na vida religiosa. A autorização do tio, porém, não foi dada de imediato. Cercando a sobrinha de muita ternura para não feri-la, conta-nos Teresinha em História de uma Alma, ele a fez ver que a considerava muito jovem para enfrentar a vida de carmelita, “uma vida de filósofo”, segundo suas palavras, para a qual a jovem não estaria preparada, chegando a dizer que seria necessário um milagre para demovê-lo de suas convicções.

Diante do não, Teresa não insistiu e retirou-se com “o coração mergulhado na mais profunda amargura”, tendo seu único consolo na oração, em que pedia a Jesus o milagre mencionado pelo tio.

Quinze dias depois, numa visita de Teresa aos tios, o Sr. Guérin, em conversa particular, lhe diz que não fora preciso pedir a Deus um milagre, que lhe tinha pedido apenas “uma simples inclinação de coração”, e que fora atendido. Acrescentou ainda que ela “era uma florzinha que Deus queria colher e que não se oporia mais”. Para Teresinha, essa resposta era verdadeiramente digna dele, pois era a terceira vez que o tio “permitia que uma das filhas adotivas do seu coração fosse sepultar-se longe do mundo” em alusão às duas irmãs que a precederam no Carmelo (p.103 e 104, item 144).

Confiante em que suas provações tivessem terminado com o consentimento do tio, é com grande surpresa que Teresa recebe a notícia de que o superior eclesiástico do Carmelo, padre Jean-Baptiste Delatroëtte, pároco de São Tiago, não permitiria seu ingresso na Ordem antes dos 21 anos.

Sem perder a coragem, acompanhada pelo pai e pela irmã Celina, Teresa é recebida pelo Superior, que os trata friamente e confirma sua decisão. Acrescenta que a jovem poderia levar uma vida de carmelita em casa e deixa uma esperança em seu coração ao dizer que ele era apenas o representante do bispo, a quem caberia a palavra final.

À saída, o Sr. Martin não sabia como consolar a filha. Prometeu levá-la a Bayeux, sede da diocese, para entrevistar-se com o bispo, e a Roma, caso o bispo lhe negasse a entrada no Carmelo aos 15 anos – disposição que o animava antes mesmo do encontro com o Padre Delatroëtte.

Apesar da tristeza, na volta a Lisieux, Teresa retoma sua rotina de adolescente, aplicando-se nos estudos e nas lições de desenho, com Celina. Interiormente crescia no amor a Deus, sentindo como São Paulo, que nada poderia separá-la do objetivo divino que a seduzira, conforme ela mesma nos conta (p.105, item 147).

Passados alguns dias, o passo seguinte foi a audiência com Dom Hugonin, bispo de Bayeux, a quem Teresa assim expressou sua vocação: “[...] desejo fazer-me religiosa desde o despertar da minha razão e desejei o Carmelo logo que o conheci bem, pois nessa congregação achava que todas as aspirações da minha alma seriam satisfeitas” (p.109, item 153).

Ao que parece, o bispo ouviu com simpatia e emocionado o pedido de Teresa, tendo ficado “surpreso e edificado” com o desprendimento e o empenho do pai, que já entregara duas filhas ao Carmelo, ao tomar o partido da jovem, intercedendo pela permissão e dizendo-lhe que, se ele a negasse, Teresa a pediria ao Sumo Pontífice.

No final do encontro, Dom Hugonin encorajou a jovem, fazendo-a ver que nem tudo estava perdido. Disse-lhe ainda que ficara muito contente com sua viagem a Roma, para firmar sua vocação, e que em vez de chorar ela devia alegrar-se. Como devesse ir a Lisieux em breve, prometeu-lhe que falaria com o superior do Carmelo (o que aumentou a aflição de Teresa) e que ela certamente receberia a resposta dele na Itália.

Acompanhou-os na despedida o padre Révérony, Vigário Geral, que marcara a audiência com o bispo, os recebera em Bayeux e a tudo assistira. Muito impressionado com a atitude do pai e da filha, chegou a dizer que nunca vira nada igual: “Um pai tão disposto a dar sua filha a Deus como esta em se oferecer” (p.110, item 153).

O comentário de Teresa após a visita a Dom Hugonin revela sua maturidade espiritual, apesar da pouca idade; “Ah! quanto sofri!... parecia-me que meu futuro estava abalado para sempre. Mas o tempo passara, mas as coisas ficaram confusas. Minha alma estava mergulhada na amargura, mas na paz, também, pois só procurava a vontade de Deus” (p.110, item 154).

Três dias depois da ida a Bayeux, Celina, Teresa e o pai deixam Lisieux e seguem para a Itália no período de 7 de novembro a 2 de dezembro de 1887, numa romaria organizada pela diocese de Coutances, por ocasião das bodas sacerdotais do Papa Leão XIII. A diocese de Bayeux se associara à diocese de Coutances, tendo o padre Révérony como representante de dom Hugonin.

A audiência com o Papa se deu em 20 de novembro, na capela do Sumo Pontífice, logo após a celebração da santa missa. Cercado de autoridades eclesiásticas, Leão XIII recebia os romeiros, que se ajoelhavam diante dele, beijavam-lhe o pé e a mão, e dele recebiam a bênção. Em seguida, eram tocados por dois guardas para indicar-lhes que se levantassem. Como a audiência se prolongasse, o padre Révérony proibiu que as pessoas falassem com o Pontífice, bem na hora em que Teresa deveria ajoelhar-se.

Teresa, que estava decidida a falar com o Papa, sentiu a coragem faltar. Olhou para Celina, que a encorajou, dizendo: “Fala”. E Teresa: “Santíssimo Padre, em honra do vosso jubileu, permiti que eu entre no Carmelo aos 15 anos! ... (p.122, item 173).

Leão XIII não compreendeu bem o que se passava e o Padre Révérony, “surpreso e descontente”, interveio: “Santíssimo Padre, é uma criança que deseja ingressar no Carmelo aos 15 anos, mas os superiores examinam a questão nesse momento”. O Papa, olhando-a com bondade, a aconselha: “Então, minha filha, fazei o que os superiores vos disserem”. Mas Teresa, quebrando todos os protocolos, apoiando as mãos sobre os joelhos do Papa, insiste: “Oh! Santíssimo Padre, se dissésseis sim, todos estariam a favor! ...”. “Vamos... Vamos... Entrareis se Deus quiser...”, responde Leão XIII, abençoando-a.

Segundo Teresa, foi pela força que os dois guardas a arrancaram dos pés do Pontífice, levando-a até a porta. Celina, que a tudo assistia, ainda pediu ao Santo Padre uma bênção para o Carmelo.

Eis o extraordinário comentário de Teresa aos acontecimentos por ela protagonizados nessa audiência: “Ah! para mim a viagem tinha acabado. Não comportava mais encantos, pois a finalidade não fora alcançada. Todavia, as últimas palavras do santo Padre deveriam ter-me consolado: não eram, de fato, verdadeira profecia? Apesar de todos os obstáculos, o que Deus quis cumpriu-se. Não permitiu que as criaturas fizessem o que queriam, mas a vontade Dele.

E assim se fez: aos 15 anos, em 9 de abril de 1888, dia em que o Carmelo celebrava a festa da Anunciação, Teresa ingressa no Carmelo de Lisieux, onde, no silêncio, na oração, na austeridade de vida, chegou a ser santa.

Teresa morre aos 24 anos, em 30 de setembro de 1897, dizendo: “Meu Deus, eu vos amo!”. Foi canonizada por Pio XI em 17 de maio de 1925 e proclamada Padroeira das Missões em 14 de dezembro de 1927, que a chamava de estela de seu pontificado. O Papa João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja em 19 de outubro de 1997.

Nina Lourenço

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