"Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra paz aos homens por ele amados!” (Lc 2,14)
SANTA EDITH STEIN

Modelo de mulher sempre atual
Frei Patrício Sciadini, ocd

Não há duvida de que o site de uma paróquia carmelitana descalça deve primar pela difusão da espiritualidade carmelitana e fazer conhecer os santos do Carmelo que têm uma influência extraordinária na construção da nova humanidade em busca da verdade, que é Deus. Se São João da Cruz é o cantor da noite e da luz, da busca de Deus. Santa Teresa de Ávila nos leva a entrar no castelo interior e aí permanecer em silencio, amando a Deus que nos ama, Teresinha do Menino Jesus nos recorda que o amor é a força que move todo o nosso agir e que, sem o amo, a humanidade pára e gira ao redor de si, num amor louco e egoístico.

Edith Stein, judia, atéia, filósofa convertida, monja carmelita descalça e vítima do ódio nazista, com seu sacrifício abriu um novo horizonte de como podemos servir nossos irmãos, dando a vida como Jesus: “Não há maior amor do que dar a vida por aquele que amamos!”

A trajetória desta mulher nos fascina, nos estimula a não parar diante de nossos pequenos ou grandes sofrimentos, mas a olhar bem mais longe e contemplar assim caminhos de vida e de amor. “O nosso agir no meio dos outros será eficaz e abençoado por Deus se não duvidarmos um centímetro de termos seguido a nossa fé e seguirmos a nossa consciência, sem nos deixarmos influenciar pelo respeito humano.”

O Papa João Paulo II, na encíclica “O esplendor da verdade”, descreve Edith Stein como a filósofa que soube perscrutar os caminhos da ciência e nos apresenta os mistérios de Deus sem renunciar à própria inteligência. O mundo de hoje caminha na desconfiança da fé e na idolatria da ciência. Fé e ciência devem não lutar uma contra a outra, mas sim estar unidas para iluminarem-se reciprocamente.

Nascida numa família judaica, em 1891, segue à risca nos primeiros anos de sua vida os ensinamentos judaicos. A morte do pai, o casamento da irmã, o desejo de uma nova aventura na vida a levam a deixar a família e enveredar pelos caminhos da filosofia. É nessa busca ansiosa da verdade que ela pode dizer para todos nós: “por muitos anos a busca da verdade foi a minha única oração”.

Edith Stein é uma das primeiras mulheres que, rompendo os preconceitos, estuda filosofia; é a única aluna no grupo em que o mestre Husserl, pai da fenomenologia, ensina. O professor fica maravilhado com a brilhante aluna, que não só aprende filosofia, mas com sua capacidade intelectual, investiga os mesmos caminhos filosóficos.

A feminilidade de Edith Stein a torna receptiva e escutadora profunda das ânsias da inteligência e do coração humano. Ela sabe que somente assim será possível gerar uma nova mentalidade e romper com as estruturas injustas e escravizadoras. A presença silenciosa da mulher Edith não deve ser compreendida como consentimento aos sistemas políticos que empobrecem a vida humana, mas como “o útero” onde se forma nova vida.

Os escritos de Edith abrangem um vasto horizonte. Ela toca muitos temas interessantes: filosofia, psicologia, o feminino, a espiritualidade, a mística. etc. Ela chega ao conhecimento da verdade cristã através da leitura da Vida de Santa Teresa de Ávila. Lê esse livro numa só noite em que não conseguia dormir, e ao terminá-lo, pronuncia as famosas palavras: “Aqui está a verdade!” Vai se auto catequizando e auto evangelizando com o estudo do catecismo, para mais tarde pedir o batismo.

Edith Stein sabe que a missão da mulher não é ficar em casa só cuidando de filhos, de afazeres domésticos, ela possui uma missão maior: evangelizar, ensinar, gerar a vida com todos os meios que possa ter à disposição, entrar na política, na escola, em todos os lugares.

"O ingresso da mulher nos vários ramos profissionais pode ser uma verdadeira bê~ção para toda a vida social, seja esta privada ou pública, desde que ela guarde a específica ética feminina."

Edith nos recorda que não é suficiente ser "bom católico", que se satisfaz em praticar sue deveres na sociedade, e nada mais.

"A satisfaçãode ser bom católico que cumpre com seus deveres, lê4 um bom jornal, vota bem...mas de resto faz somente aquilo que lhe agrada.

Existe ainda um longo caminho para se chegar a uma vida que esteja e que venha das mãos de Deus. Com a simplicidade da criança e a humildade do publicano, mas que já percorreu aquele caminho, nunca masi voltará atrás".

Edith Stein é figura e modelo de mulher, que assume a vida com coragem, gerando ao seu redor vida, seja biológica ou espiritual. Esta missão da mulher recordará Edith Stein: “a alma da mulher deve ser ampla e aberta a toda a humanidade, deve ser cheia de paz”.

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