"Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra paz aos homens por ele amados!” (Lc 2,14)
ZÉLIA GUÈRIN

Assim deve ser uma Família Católica
Frei Patrício Sciadini, ocd.

Que a família está em crise, não é necessário perguntar a psicólogos e sociólogos, é evidente. O número das separações e divórcios aumenta de forma assustadora; as novelas e os meios de comunicação apresentam um modelo de família sem valores, onde cada um é rei e rainha sem freios e sem regras. Um alto percentual dos casos de envolviimento de jovens com drogas indica que esses jovens são fruto de uma família desajustada. Não se trata de uma visão pessimista da realidade, mas do-dia-a-dia com que nos deparamos. Diante deste quadro nos perguntamos todos sem exceção: O que fazer para resgatar a beleza da família unida, onde o amor reina soberano e todos os membros se ajudam com alegria, sem buscar os próprios interesses? O individualismo deve, sem dúvida, ser vencido, mas a individualidade de cada um deve ser resguardada.

No dia 19 de outubro de 2008, em Lisieux, França, foram beatificados os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Luís Martin e Zélia Guérin, um exemplo de pais e esposos que souberam, no amor de cada dia, construir uma família verdadeiramente católica, com valores humanos e religiosos. Uma família que deu à Igreja uma santa e uma grande santa, e quatro filhas, sendo que todas abraçaram a vida religiosa. Uma família que foi marcada pelo sofrimento, mas que, na fé, se uniu ainda mais ao redor de Deus.

Santa Teresinha faz aos pais o maior elogio quando diz: “O bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra!” Quem conhece a História de uma Alma, o best seller da espiritualidade universal escrito pela mesma Santa Teresinha, sabe como ela reserva páginas e páginas à vida familiar, tecida com dedicação, bordada com fatos simples, mas cheios de ternura. Um pai que chama a filha Teresinha de “princesinha”, e uma filha que lhe retribui o título, chamando-o de “meu rei e imperador”, nos dão o tom da amizade e do amor que existiam nessa família.

É urgente que a família, como um todo, pai, mãe, filhos e filhas, encontrem um momento de silêncio para se unirem em oração e procurarem caminhos novos e estratégias a fim de que os valores sagrados do amor e do respeito não sejam destruídos em troca de uma felicidade passageira, que deixa marcas dolorosas para a vida inteira. É nesse momento de oração que os valores e as qualidades aparecem em toda a sua beleza. Um pequeno trecho de uma carta que Zélia escreve ao irmão Isidoro revela o amor que ela tinha para com o marido: “Continuo a ser muito feliz com o Luís. Ele me torna a vida muito agradável. O meu marido é um santo, e que todas as mulheres tivessem um marido como ele são os votos que faço neste ano novo!”

E Luís Martin, escrevendo a sua querida Zélia, diz: “Esta manhã tive a felicidade de comungar em Nossa Senhora das Vitórias[...] mandei acender uma vela na intenção de toda a nossa família... Teu marido, verdadeiro amigo que te ama sempre...”

A beatificação de Zélia e Luís deve ser para todos nós motivo de reflexão. Não há como nos iludir, sem a família não pode existir a verdadeira felicidade para uma pessoa que abraça e escolhe o matrimônio como caminho de santidade.

A família está reunida ao redor de quê ou de quem? As coisas não podem trazer felicidade. A felicidade está presente quando estamos reunidos ao redor de Deus, de mãos dadas com aqueles que fazem parte íntima de nossa história.

Conheça mais este casal santo! Peça na Paróquia o folder de sua vida. Rezemos juntos a Luís e Zélia para que nossas famílias sejam felizes.

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